Toolbox

31 ago 2018

Modelos de canais de venda em crescimento no Brasil

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Existem muitas formas de vender online. Em geral só notamos um novo modelo quando temos a chance de experimentá-lo. É nesse momento que nos damos conta de que, por trás de uma nova proposta de venda de produtos ou serviços, há um grande esforço de inovação em modelos de negócios, para que consigam focar naquilo que realmente importa para os consumidores e liberar espaço e verba daquilo que é irrelevante.

 

Em suma, esses novos modelos de negócios utilizam ferramentas digitais para colher dados de pesquisa, desenvolvimento, marketing, vendas e até distribuição e analisá-los com foco na melhora da jornada de compra. Com isso, obtemos um arsenal que nos permite identificar novos caminhos para o modelo de venda do varejo tradicional.

 

O grupo Toolbox oferece aos seus clientes a possibilidade de conhecer os principais modelos existentes e usar o design estratégico para criar novos caminhos para melhorar a experiência de shoppers com suas marcas de escolha. Selecionamos alguns destes modelos que estão ganhando novos adeptos no mercado e atraindo novos consumidores exatamente por suas propostas customer centric.

 

 

OS MODELOS DE ASSINATURA (baseados em pagamentos recorrentes)

 

O modelo de assinatura surgiu quando a Netflix entendeu que as idas e vindas das locadoras e a chance de as pessoas não encontrarem o filme que gostariam na Blockbuster serviam de estratégia central do seu negócio. O modelo consiste na oferta de produtos e serviços definidos previamente a partir de um pagamento mensal que, através de estratégias de trade up ou upgrade, possibilita acesso a uma maior oferta de produtos e serviços. Além da Netflix, outros pioneiros neste setor foram o Dollar Shave Club e o Unlimited da Kindle, que oferecem o sistema de amplo acesso ao que antes era adquirido de forma unitária e, em muitos casos, só quando necessário.

 

 

MODELO FREE (que, na verdade, não é grátis coisa nenhuma)

 

O nome não esconde a sua essência: ele consiste em entregar produtos e serviços aos consumidores de graça.

Mas a real estratégia de negócio está na troca que o consumidor faz pelas aquisições ou acesso em troca de dados, suas informações pessoais que são colhidas previamente e durante o seu consumo. E isso é que mais importa para os reais públicos destes modelos de negócios, as empresas que compram estas informações ou se aproveitam desse nível de conhecimento pra entregar publicidade a estes consumidores.

Já sabe quem atua nesse formato de negócio? Google, Facebook e Instagram que, tamanho o sucesso nesse modelo de negócio, alcançaram o status de veículo de mídia no mercado atual.

 

 

MODELO FREEMIUM (a versão paga do free)

 

O modelo Freemium também ganhou muito espaço no mercado atual brasileiro, principalmente no ambiente digital, mas não exclusivo a ele. Os produtos e serviços básicos são utilizados de forma gratuita, gerando a experimentação que ajuda na lealdade que as marcas desejam. Mas, com o pagamento por estes produtos e serviços, as marcas oferecem uma versão superior de oferta. Esse modelo é uma combinação entre o modelo free e o modelo de assinatura.

Com esse modelo conseguimos o faturamento pelo serviço de assinatura voltado ao consumidor e pela venda de dados e espaço publicitário voltado às marcas. LinkedIn, Spotify e Dropbox são empresas bastante reconhecidas nesse setor, mas o mercado editorial, por exemplo, atua da mesma maneira ao oferecer um canal de notícia que permite a leitura de X matérias por mês e depois cobrar uma taxa de assinatura.

 

 

MODELO ON DEMAND (conforme a demanda/necessidade do consumidor)

 

Aqui vale a máxima da entrega mediante demanda e pra isso é cobrado um valor alto para garantir que no momento da demanda, a oferta esteja disponível de forma conveniente, completa e instantânea. Quando pensamos desta maneira é possível entender o quanto este modelo é de risco se a demanda não estiver bem pensada, mas também é um dos modelos mais disruptivos do mercado. Empresas como o Uber, TaskRabbit, Rappi e Glovo são algumas das que atuam nesse modelo.

 

 

 

O MARKETPLACE (modelo conhecido do Mercado Livre)

 

A ideia de oferecer uma grande variedade de produtos e serviços que a empresa nem possui não pode ser confundida com o varejo indireto, afinal aqui as empresas focam em oferecer uma plataforma que serve como vitrine e checkout de produtos e não há o processo de compra e venda entre as marcas e eles. E essa facilidade de acesso é feita através do faturamento através da porcentagem de cada venda, como fazem, além do Mercado Livre, empresas como iTunes, Buscapé, OLX, Magazine Luíza, Americanas.com, entre outros.

 

 

MODELO DE USO DE PROPRIEDADE (conhecido como as a service)

 

Sempre que uma empresa com produtos de diferentes perfis escolhe não vendê-los, mas vender o seu uso temporário, ela está transformando o seu modelo de negócio no de uso de propriedade. A economia compartilhada que cresce no mundo está por trás do crescimento desse negócio e com grande potencial no curto prazo. AirBnB, ZipCar e várias empresas que oferecerem seus softwares “as a service”, conhecidas como SaaS, fazem parte desse modelo de negócio.

 

Esses são alguns dos modelos de negócios e canais de venda para marcas que estão construindo uma nova relação do consumidor com o varejo no Brasil. Para conhecer mais modelos nos pergunte sobre os workshops de transformação digital do varejo e o movimento On 2 Off que integra a relação das marcas nos dois segmentos de canais. Somos a primeira consultoria especializada a levar um modelo go to market que combina o melhor dos dois modelos para nossos clientes. Entre em contato e saiba mais.

 

Por Fernando Dantas, sócio do Grupo Toolbox.

 

Entre em contato conosco:

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